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Referências

Título

Meios de comunicação: como utilizar com ética os meios para desenvolver uma imagem profissional ?

Autoria

Francesc Domínguez, Consultor

Edição:

Verbo Jurídico, Maio de 2007

Texto Integral

Pergunta de Rubén Castillo, advogado, sócio fundador de Mendoza, Arias, Valle & Castillo (Cidade de Panamá, Panamá)

Se você deseja ser considerado um experto, publique. Publicar em meios de prestígio (locais, nacionais ou internacionais) confere prestígio e notabilidade. Portanto, publique para ser notado e, se for o caso, faça-o como um advogado e assessor de investimentos de referência.

É claro que me refiro a publicar conteúdos de qualidade, comunicados com eficácia e dirigidos aos potenciais clientes. Os meios de comunicação procuram conteúdos de qualidade, pois isso aumentam-lhes a tiragem, a difusão e consequentemente ganham anunciantes, sua principal fonte de financiamento.

O erro de alguns escritórios de advogados é aproximar-se dos meios com preconceitos ou medo. Pensam, por exemplo, que em determinados jornais ou seções de jornal só se aparece se se paga. Os meios precisam tanto das sociedades de advogados como estas daqueles.

O chefe da Seção de Economia de um dos principais diários europeus comentava-me há alguns dias: "Cada vez mais apostamos por conteúdos de proximidade, os que nos podem dar as pequenas e médias empresas" [Entenda-se também os pequenos e médios escritórios de advogados.] O que lhe parece dita reflexão? É uma oportunidade da qual a maioria de sociedades pequenas e médias parecem não se ter dado conta.

O que é que procuram os meios de comunicação? "Histórias" para contar: conselhos práticos, inteligíveis e amenos para prevenir ou solucionar problemas, abertura de escritório num país estrangeiro, incorporação de novos sócios, criação de uma aliança internacional de escritórios, oportunidades de investimento no estrangeiro, etc. Os escritórios têm que considerar que essas "histórias para contar", ou seja, os conteúdos devem ser coerentes com a estratégia de mercado do escritório, que deve ser previamente elaborada e persuasivamente comunicada.

O mencionado é compatível com os códigos de ética profissional. Contribui a acercar a profissão à sociedade. Felizmente para o futuro da profissão, na maioria de países a advocacia evoluiu. As ordens profissionais passaram de proibir a publicidade (melhor dito, a comunicação), salvo exceções a permití-la, salvo exceções.

A publicidade ("anúncios") é uma técnica secundária de marketing de serviços profissionais. O essencial não é pagar para aparecer nos meios, mas sim ter imaginação para ganhar espaço nos mesmos. Pagando (anúncios) você afirma que seu escritório é o melhor; ganhando espaço, seu escritório demonstra sua capacidade para assessorar o cliente potencial.

Ganhando espaço na imprensa e divulgando sua identidade, valores e estilo, além dos serviços, os clientes potenciais ter-lhe-ão mais em conta à hora de contratar uma firma de advogados.

Sobre o Autor

Actividade

© 2007, Francesc Dominguez, consultor de marketing, coautor do livro El marketing jurídico. www.lawmarketing-europe.com

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